Jornalismo, internet, cibercultura, mídias sociais, mobilidade... Não necessariamente nessa ordem.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Como os jornalistas podem usar páginas no Facebook

0

Já comentei antes por aqui dizendo porque os jornalistas devem usar mais o Facebook, agora eu venho falar um pouco sobre como os jornalistas podem utilizar as fan pages de forma profissional. Lá na página que o próprio Facebook criou para interagir e orientar os jornalistas há uma definição, no mínimo, interessante: "O Feed de notícias do Facebook é basicamente um jornal social". E é pra fazer parte deste 'jornal social' que o Facebook disponibilizou fan pages exclusivas para os jornalistas. Com elas, qualquer profissional pode ir além do seu perfil pessoal, sem restrições de números de fãs e separando o conteúdo pessoal do profissional, confira logo abaixo alguns motivos para criar uma página:

Distribuição
Não é nenhuma novidade utilizar os feeds do Facebook para compartilhar o conteúdo já postado nos portais de notícias, blogs, etc. A novidade com esse tipo de página é que o jornalista, além de postar o conteúdo que ele produz para pessoas que não estão na sua rede de amigos, é possível interagir mais facilmente com o leitor uma vez que a página é sua, e não da empresa que você trabalha. Quando uma pessoa curte sua página, ela pode estar interessada não só no que você produz, mas também como você produz e como interage com seus leitores. Um coisa interessante da distribuição de conteúdo com as páginas é que você pode segmentar por localização geográfica ou até mesmo por idioma, um recurso muito útil pra jornalista internacionais, por exemplo.

Exclusividade
De forma bem parecida com o Twitter, o Facebook também tem sua 'timeline' em tempo real, por isso mesmo um fato pode ser facilmente narrado através das páginas, inclusive de forma multimídia através de um celular, por exemplo. Além disso, a audiência pode se engajar ainda mais uma vez que qualquer pessoa que curta sua página pode fornecer informações sobre algum acontecimento, inclusive informações exclusivas.

Bastidores da notícias
Sabe o que muitos jornalistas costumam fazer no Twitter, aquilo de contar sobre as dificuldades de fazer um reportagem, procurar fontes ou até mesmo narrar seu trabalho em tempo real? Então, é possível fazer isso no Facebook, inclusive para poder mostrar um lado mais humano do profissional, que, precisa estar disposto a interagir e conversar. O jornalista do New York Times, Nicholas Kristof dá algumas dicas para os jornalistas que usam as páginas em suas reportagens:

  • Foco na narrativa de histórias. Uma boa história é uma boa história no Facebook.
  • Use a sabedoria do povo em sua reportagem. Funciona.
  • Faça perguntas e convide as pessoas a participar da conversa.
  • Compartilhe o processo dos bastidores de sua reportagem (de forma prudente).

Presença profissional
Com a possibilidade da criação de blogs e perfis independentes das organizações, os jornalistas puderam reafirmar sua imagem na rede sem necessariamente se vincular a alguma empresa ou instituição, a página no Facebook é mais uma possibilidade, que, inclusive fortalece a tendência de jornalista como curador de conteúdo. Já que informação não falta nessa internet, o jornalista tende a indicar conteúdo para seus leitores ou ser um porta-voz da empresa para qual trabalha, uma vez que as pessoas preferem dialogar com outras pessoas, e não com empresas, é bom lembrar que, nesse caso, a marca da empresa é fundamental pra transmitir credibilidade ao jornalista. Outro ponto interessante é que o contato com as fonte pode ser simplificado caso ela queira entrar em contato com você via Facebook, basta ela curtir sua página e falar diretamente com você, não mais 'solicitar uma amizade', o que poderia esbarrar até num discussão ética sobre a relação entre o jornalista e sua fonte.

Não custa repetir o mantra: "Mídia social é interação + conteúdo". É preciso estar disposto a conversa, a ouvir e a compartilhar. E, antes que me perguntem: "Mas Eloy, você falou tanto em fan page pra jornalista e ainda não fez a sua?". Na verdade eu fiz, mas mantive fechada poque não vejo necessidade pra mim neste momento, mas utilizo ela pra testar algumas coisas, inclusive tirei uns prints pra mostrar como é simples criar uma página, prometo que vou organizar tudo e fazer um post só sobre isso, ok?

Aproveitando o tema, dá um pulo lá na página que o Facebook criou e veja mais sobre as possibilidades do uso jornalístico do Facebook. Ah, vale também uma conferida no podcast (em inglês) com Vadim Lavrusik e Jack Ridley sobre esse mesmo assunto!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Gamificação é uma merda

0

É bem assim que Ian Bogost começa um artigo seu intitulado: "Gamification is Bullshit", em tradução livre: "Gamificação é uma merda". Para ele, o termo 'Gamification' é mais uma daquelas palavras bonitas criadas pelos grandes consultores de marketing, mas que, no fim das contas, não serve pra nada. O blogueiro, que também é designer, filósofo e pesquisador, argumenta que a palavra 'gamification' traz si tem um grande poder retórico, pois lembra toda a magia e o mistério em que os jogos estão envolvidos e isto é utilizado para 'mascarar' as práticas do mundo corporativo em que vivemos.
Para Ian, é muito fácil 'gamificar' as coisas pois tudo torna-se mais repetitivo, ou seja, as pessoas continuam sempre praticando os mesmos hábitos, o que, além de baratear o custo da mão-de-obra, tornaria tudo mais fácil de vender. Por isso mesmo, ele propõe até um novo termo para substituir o que conhecemos como 'gamificação', em inglês seria 'explotationware' (algo como 'exploração + software') e isto traduziria a ideia de 'gamificar' o mundo corporativo: uma oportunidade de se aproveitar dos subordinados, seja por meio das expertises de cada um ou pelo 'capital cultural' para trazer resultados (e lucros) o mais rápido possível como acontece na maioria dos jogos.

Vale a pena dar uma olhada no texto polêmico do Ian Bogost lá no blog dele.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Como os jornalistas estão usando o Google Plus

0

Ok, eu me rendi. Fui passear no meu Google Reader hoje pela madrugada e acabei vendo um post do Mashble sobre como os jornalistas estão usando o Google Plus aí resolvi trazer pra cá este debate que já começou pelas bandas dos Estados Unidos.

Que me desculpem os fãs da Google, mas eu não vi nada que me chamasse atenção de cara nesse G+, mas como todo bom social media e jornalista desse mundo, já fui lá dar aquela fuçada como de costume. E é exatamente sobre como os jornalistas andam fuçando o Google Plus que se trata este post, veja algumas maneiras trazidas Meghan Peters direto dos estates:


Conversando com a audiência pelo Hangouts

A ideia de conversar diretamente com seu público através desta ferramenta foi da jornalista Sarah Hill, âncora de um telejornal de uma das filiais da NBC no Missouri. Todos os dias ela inicia um chat com vídeo com vários espectadores de seu jornal com o objetivo de mostrar o que está por trás da câmeras e ainda entrevista algumas destas pessoas no ar. Mesmo permitindo a conversa com áudio e vídeo com apenas 10 usuários (independemente da localização geográfica), ao utilizar o Hangouts o jornalista pode ter um pequena amostra da repercussão de seu trabalho, como alguma matéria publicada ou até mesmo ajudar na produção de pauta ao perguntar as pessoas sobre os temas que elas consideram importantes para os locais onde elas vivem.

Engajando audiência

Geralmente os jornalistas trabalham para alguma organização, e, mesmo que a Google ainda diga que as páginas para as empresas não estejam prontas, os jornalistas precisam testar o que já se tem disponível. A CBC, uma das maiores empresas canadenses de radiodifusão, começou a engajar seu público com um pequeno concurso de legenda de fotos que também foi postado no Facebook e no Twitter, mas, em entrevista ao Mashble, Kim Fox, community manger da CBc, disse que o conteúdo replicado em várias está com os dias contados assim que descobrirem qual o tipo de conteúdo os uuários do Google Plus demandam mais.

Debatendo as notícias

Parece que o Google Plus, diferentemente do Twitter e do Facebook, é mais apropriado para o debate pois enquanto no Twitter há o limite natural de 140 caracteres e a dispersão da informação e no Facebook nem sempre os jornalistas são amigos ou curtem as páginas um do outro, o Google Plus deixou tudo mais aberto e propício à conversa. Os contatos entre os jornalistas não precisam de consentimento das duas partes, além disso, as discussões sobre qualquer assunto sobem ao topo da página sempre que há novos comentários de qualquer jornalista do mundo caso não haja restrição por círculos, por exemplo. Parece que uma das vocações do Google Plus é justamente este, a conversação.

Mostrando você mesmo

A tão aclamada 'objetividade jornalística' muitas vezes ofusca quem está por trás de uma boa matéria. O Google Plus pode ser uma saída pra quem precisa usar o Twitter e o Facebook de forma mais profissional devido às regras da organização onde trabalham ou por opção própria.

Estas são apenas possibilidades apontadas por Peters notadas lá nos EUA, aqui no Brasil, eu particularmente não vi muita mobilização nem entusiasmo dos jornalistas para utilização do Google Plus (incluindo eu mesmo). Vi muitas pessoas que trabalham com mídias sociais entrando e gostando (ou não) da nova plataforma e agora começo a ver as pessoas 'normais' aderindo, e são elas que vão dizer pra que serve esta nova rede. 

Mas e vocês, já reparam alguma outras possibilidades além destas aprsentadas logo acima?

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Editor de mídias sociais: ter ou não ter?

0

Semana passada vi esse este artigo do @observatorio aqui na minha timeline: "Cargo de editor de mídias sociais em alta". Quando vi a primeira coisa que pensei, foi: "Ué, mas como tá em alta se o New York Times já extinguiu esse cargo na redação deles?!". Bom, no artigo lá do Observatório eles dão ênfase a grande veículos de comunicação que abriram vagas para o cargo de editor de mídias sociais agora, o mesmo que o NY Times já havia feito em 2010.


Só pra esclarecer, o NY Times eliminou o cargo em Dezembro do ano passado com a pretensão de integrar o trabalho jornalístico de fato com as interação nas mídias sociais. Em entrevista ao Poynter, a primeira editora de mídias sociais do Times, Jennifer Preston, relatou que lidar com as mídias sociais numa organização jornalística não deveria ser tarefa de uma pessoa só, mas sim fazer parte das tarefas de todos. 

"Social media can’t belong to one person; it needs to be part of everyone’s job. It has to be integrated into the existing editorial process and production process. I’m convinced that’s the only way we’re going to crack the engagement nut" 
Jeniffer Preston

A Vany Laubé, mais conhecida como @maismosaico, findou me dando a opinião dela, que acaba coincidindo com a intenção do Times, mas com uma sutil diferença, para ela, deveria haver um rodízio para a editoria em questão, assim, todos participariam e poderiam aprender mais.


Aqui no Brasil, o @rodmartins assumiu o cargo de editor de mídias sociais do @estadao em Julho do ano passado, onde continua até hoje, inclusive postando no seu blog vinculado à editoria 'Link'. Será que mais cargos como este serão criados no Brasil ou os jornais irão abolir de vez ou fazer o revezamento como propôs @maismosaico? Vamos esperar pra ver, mas acredito que a grande tendência é fazer da mídia social o cotidiano de qualquer jornalista, dentro ou fora da redação.

Veja também:
Cargo de editor de mídias sociais em alta
Why The New York Times eliminated its social media editor position
NYTimes Appoints First Social Media Editor
As redes sociais dentro do Link

quarta-feira, 22 de junho de 2011

O impacto do crowdsourcing no jornalismo: plataformas colaborativas como ferramentas de interação

0

Depois de reunir o que escrevi neste post com um trabalho que fiz em grupo na universidade, saiu um artigo científico que foi apresentado semana passada em Maceió durante o Intercom Nordeste deste ano. Juntamente com @moniquegarcez, apresentei "O impacto do crowdsourcing no jornalismo: plataformas colaborativas como ferramentas de interação". Vejam aí um pequeno resumo e os slides logo abaixo.

Os veículos de fonte aberta colaboram com o aumento do número de emissores. Apesar de não ser recente, a colaboração do leitor na produção jornalística, a interação e a participação marcam uma mudança significativa no dia-a-dia do jornalismo, e o crowdsourcing pode ser uma das maneiras para se aproveitar deste novo comportamento.

Antes de se abrir a discussão acerca do jornalismo e do crowdsourcing é importante esclarecer  que Para  há uma distinção entre Colaboração e Participação, como estabelecem @exucaveiracover e @anabrambilla. Enquanto o primeiro termo designa uma relação pontual entre o público e o veículo, o segundo expressa uma relação contínua, que se estende por várias etapas do processo de produção da notícia. Seguindo este raciocínio e tendo em mente crowdsourcing como a participação da comunidade na execução de tarefas, podemos inferir que o crowdsourcing no jornalismo é uma forma de Jornalismo Participativo.

Esse processo (o crowdsourcing) não é novo no jornalismo, é o que @trasel afirma quando diz que sempre foi relativamente comum que os leitores identificassem pessoas em fotos de eventos ou retratos-falados. Ele ainda complementa que a partir das redes de computadores e com a facilidade de comunicação e de trocas de arquivos, além da capacidade de auto-organização da rede, permite que este tipo de processo de com muito mais facilidade e alcance social.

Os leitores passam a interagir com as notícias desde o começo do processo de investigação até a publicação do relato neste ambiente de interação que é a internet. Isto se trata de uma nova relação jornalista/público, que pode favorecer a participação nas decisões editoriais, mas não de uma apropriação por parte do leitor da função noticiosa, mas sim a partir de uma ação colaborativa de troca de informações.


segunda-feira, 30 de maio de 2011

Será que o crowdfunding pode mudar o jornalismo?

0

Aproveitei meu domingo e fui dar uma lida nos links que tavam no 'View it later' do meu Rockmelt (onde costumo deixar os links que preciso ler e acabo não lendo), me deparei com este post aqui lá do pessoal do Crowdfunding BR. Já tinha lido o post, mas só agora que li de novo comecei a pensar sobre como esta nova prática pode mudar o que conhecemos como jornalismo hoje.

Pra quem acha que o impacto do crowdsourcing no jornalismo com a possibilidade do jornalismo participativo/colaborativo e da produção de conteúdo por parte do usuário foi grande, é porque ainda não viu como o crowdfunding pode inverter a lógica de todo o sistema. Basicamente, as plataformas de crowdfunding no jornalismo fazem com que o público seja o 'dono do jornal'. É isso mesmo, o público é quem financia o trabalho do jornalista que é produzir conteúdo de acordo com a demanda.

Em suma, o leitor é quem paga ao jornalista para que seja produzido algum conteúdo que lhe seja interessante, ou seja, é algo meio que 'jornalismo on demand'. O trabalho jornalístico tem sua lógica totalmente invertida uma vez que, mesmo dependendo diretamente do capital, o jornalista não está submetido a uma empresa ou organização. Mas aí o pessoal pode dizer: "Mas aí nem muda tanto assim, afinal o jornalista continua dependendo de alguém que detenha o capital". Peraí, não é bem assim, ele fica sim dependente, mas o princípio do crowdfunding é de que várias pessoas financiem ao mesmo tempo, o que implica dizer que o investimento não deve ser necessariamente alto e muitas vezes pode ser bem pontual, isso quem determina é o próprio público.

O pioneiro neste tipo de prática foi o Spot.us. "Os leitores interessados em algum assunto específico sobre sua comunidade financiam profissionais dispostos a produzir uma reportagem a respeito." O site ainda se propõe a vender o conteúdo para algum veículo de comunicação local e tudo o que receber vai direto para quem financiou, ou seja, o público. Até o New York Times já publicou uma matéria que nasceu no Spot.us.

Eu acho que vale muito a pena dar uma olhada lá no post: "Sete exemplos para entender os efeitos do crowdfunding no Jornalismo", inclusive o caso brasileiro do Ajude um Repórter está lá como um ótimo case que alia crowdfunding e crowdsourcing.

Será que este tipo de prática inverterá mesmo a lógica do trabalho do jornalista?

segunda-feira, 23 de maio de 2011

11 dicas pra Produção de Conteúdo em mídias sociais

0

Já ouvi muitas pessoas dizendo que mídias sociais sem conteúdo não adiantam de nada. Concordo plenamente. É ele, o conteúdo, que tem a função de atrair pessoas e também fidelizá-las e tornar seu perfil/blog/site referência devido à originalidade. Quem produz conteúdo frequentemente sabe que a tarefa pode ser difícil. Mas aí vão algumas dicas que eu vi lá no SocialMediaExaminer por sugestão da @annekarolines e findei traduzindo e colocando um pouco de opinião no meio.

Olhe seus feeds
Se produz conteúdo e ainda não usa algum leitor de feeds como o Google Reader, por exemplo, já tá mais do que na hora de começar a usá-lo. Mas, antes de começar a utilizá-lo, procure blogs e sites que sejam relevantes para você e para onde você costuma produzir conteúdo. Depois disso, basta organizar tudo em categorias e começar a ler. Nele, além de ler, você pode compartilhar os links que você achou interessante e até favoritar vários itens.

Olha aí um pouco do meu GReader

Convide seus colegas
Se seu conteúdo for voltado para a própria empresa em que você trabalha, encoraje seus colegas a escrever juntamente com você. Se o blog/site for de fácil usabilidade, isto será muito mais fácil para convencê-los a contribuir. Outra dica interessante é conversar com o pessoal sobre as principais dúvidas que eles têm, assim você pode escrever sobre as soluções. Por experiência própria, também acho interessante que você apresente o planejamento e as políticas editoriais a todos os convidados.

Grupos e comunidades
Explore. Seja no Facebook, Orkut, LinkedIn, etc., explore sempre! Procure os grupos e as comunidades de nicho que sejam interessantes. No LinkedIn existem os grupos e o LinkedIn Answers, neles você pode ver o que as pessoas falam na sua área profissional. No Facebook e no Orkut, o funcionamento é semelhante, mas, tanto os grupos como as comunidades, costumam ser mais abertos, mas, mesmo assim, não deixam de ser boas maneiras de se sondar um nicho específico. A sistemática não é muito diferente para os fóruns. Pesquise, inclusive no Google, e veja o que as pessoas andam falando sobre o que você precisa escrever.

Faça uma nuvem de tags
Monitore o que as pessoas falam. Você pode utilizar aplicativos como o Wordle para criar uma nuvem de tags com palavras-chave. Esta nuvem pode mostrar pra você os assuntos que as pessoas mais comentam. Se for o caso, faça isso com frequência, assim você vai sempre saber sobre o que as pessoas andam comentando sobre o que você precisa escrever.
Tagcloud aqui do blog criada no Wordle

Abra seus ouvidos
Não basta monitorar as conversas online. Abra seus ouvidos pra escutar as conversas de fila do banco, na catraca do ônibus ou no cafézinho do escritório. Essa dica já é uma velha conhecida dos jornalistas quando precisar procurar por novas pautas. Ainda seguindo o feeling jornalístico, carregue sempre um bloquinho de notas e uma caneta (eu mesmo tenho três, um de cada tamanho em bolsos diferentes da mochila #souparanóico?). Você também pode utilizar o Evernote, que, já baixei, mas ainda não testei. ;)

Ouça seu público-alvo
Sempre peça sugestões de pauta aos seus leitores. Enquetes e pesquisas também podem ser úteis. Além de poder embuti-los nos posts, é possível lançá-los diretamente no Facebook, Twitter ou LinkedIn.

Áudio-livros e podcasts
Pra conquistas aquele público que sempre diz que não tem tempo de ler nada, ofereça seu conteúdo em formato de áudio, seja através dos podcasts mais simples, como também áudio-livros se for uma coletânea de postagens, por exemplo.

Google News
Outra boa dica para monitorar o que está acontecendo é ficar de olho nas notícias. O Google News pode ser muito útil. Com ele é possível visualizar o que grandes veículos de comunicação online estão falando ao redor do mundo todo, inclusive com a possibilidade de personalizar o filtro de acordo com suas necessidades.

Veja aí as categorias que eu mesmo criei


Eventos
Sempre que possível, participe de eventos (online e offline) do seu segmento. Desta forma você se renovar e se inspirar com novas ideias e assim transformar tudo em conteúdo.

Não abandone seus rascunhos
Sabe aqueles posts que você vai escrevendo e nunca termina? Pois é, tente finalizá-los sempre que valer a pena. Procure pessoas relevantes que sejam especialistas no assunto e faça perguntas, tire dúvidas e peça sugestões. Você pode fazer isso facilmente com o Twitter, por exemplo.

Aproveite os idiomas que você fala (dica do @atilaVELO)
Acompanhe blogs ou até mesmo pessoas do exterior. Muitas vezes, boas pautas surgem lá fora primeiro. Se você dominar alguma língua que não seja inglês ou espanhol, pode descobrir coisas que pouquíssimos ficarão sabendo aqui no Brasil.
E aí, o que achou das dicas? Tem mais alguma? Me avisa aí que eu atualizo o post! ;) 

sexta-feira, 6 de maio de 2011

O lead no jornalismo online e a 'pirâmide deitada'

0


Recentemente, mais precisamente ontem, eu tive prova de Jornalismo Online II e, para fazer esta prova tive que ler o famoso Redacción Periodística en Internet, que, apesar de minhas críticas e também dos outros, considero leitura básica pra quem trabalha/estuda com jornalismo online, aliás, até acho que eu devia ter lido o texto semestre passado quando comecei a estudar a primeira parte da disciplina, mas enfim.... Chega de mimimi né? O que eu queria realmente falar é sobre a importância do hipertexto e como ele modificou a redação jornalística na internet.



A primeira questão da minha prova foi justamente pra explicar a passagem da clássica pirâmide invertida até a pirâmide deitada definida por Canavilhas e o texto de Salaverría foi fundamental para entender a evolução que o lead clássico teve desde o impresso até o online. Da tradicional pirâmide invertida, o lead passou a ser o chamado 'iceberg' invertido para denotar a multiplicidade de informações que podem se desdobrar a partir do hipertexto. O último modelo é a chamada pirâmide deitada em que os 5 w's (who, what, when, where, why). Os dois últimos modelos exigiriam necesseriamente a aliança da capacidade de redação do jornalista com a habilidade de arquitetar e pensar na informação estrategicamente, elaborei esses três modelos abaixo de acordo com a descrição nos textos:


Não há dúvidas que as técnicas são importantes, mas não só de técnicas se faz um jornalista, o mais importante é aliar as habilidades mínimas com o arcabouço cultural que ele acumula, no caso da internet, as técnicas vão mais além do jornalismo em si pois o domínio de base de dados, arquitetura da informação e gestão de conteúdo são imprescindíveis para se trabalhar com jornalismo online.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Tumblr e jornalismo. Será que combina?

0

Já vi tanta gente ao meu redor me perguntando como é que se pronuncia 'Tumblr' que já perdi as contas (pronuncia-se 'tâmbler', só pra constar), e isso sem falar nas pessoas que me perguntam como o dito cujo funciona. Pois bem, como a maioria dessas pessoas é da área de comunicação, e específicamente de jornalismo, vou para o meu momento #ficadica, mas sem a pretensão de ser um manual.

Pra quem não respira ou internet ou não é hipster. hahaha. Vale dar uma conferida nos slides feitos pela @jeniffersantos, a 'Louca do Tumblr'.

Bom, visto o que é possível fazer no Tumblr, como podemos aplicar isso no jornalismo? A Louca do Tumblr citou alguns exemplos gringos e nacionais aí nos slides acima como a Newsweek, a Vogue e a Rolling Stones, por exemplo. Dentre essas três, que eu destaquei, a que mais me chamou atenção foi a Newsweek. Além de um layout simples e bastante funcional, eles deixam claro quem está por trás do Tumblr deles e aparentemente estão mais abertos para o público através das ferramentas de submissão (submit) e de perguntas (ask) e inclusive reblogam com muita frequência pots de terceiros, ou seja, são, ao mesmo tempo, produtores e curadores do conteúdo. Um detalhe que me chamou atenção é que a Vogue e a Rolling Stone, por terem um viés mais cultural e cheias de tendências, sentem-se mais à vontade no Tumblr (impressão minha pelo menos).

Acredito que, mais do que produzir e postar conteúdo, o Tumblr pode ser uma boa plataforma para aliar o veículo ao seu leitor, como alguns já costumam fazer no Facebook ou no Twitter, mas vejo no Tumblr o grande potencial de viralizar o conteúdo, independentemente do seu tamanho ou formato. A ferramenta de Reblog é muito simples de ser utilizada e não tira os créditos de quem postou. Além disso, os likes podem ser uma maneira de mostrar o quanto as pessoas gostam do conteúdo produzido.

Como mencionei antes, a Newsweek aparenta ser mais aberta para a participação do público através do submit ou do ask, ou seja, as pessoas podem enviar conteúdo, constituindo assim jornalismo colaborativo ou simplesmente tirando dúvidas ou enviando perguntas que, podem muito bem virar pautas para futuras reportagens. Falando em pauta, o Tumblr é uma excelente ferramenta pra mostrar tendências em vários segmentos, mas especial nas áreas de moda, design, cultura, etc. Quem souber procurar pelas tags ou seguir tumbleiros influentes, estará sempre por dentro do que pode virar tendência no resto da internet, como é o caso de Rebecca Black e outros memes que circulam por aí.

Pra finalizar o post, mesmo achando que mais um bocado de coisa pra falar, achei válido colocar aqui também um slide que @andretelles passou pra mim via Twitter um dia desses, deêm uma olhada numa espécie de tutorial que o carinha fez pra jornalistas noobies. Qualquer coisa, perguntem nos comentários, se eu puder ajudar, tô aqui ;]

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Por que os jornalistas deveriam usar mais o Facebook?

0

O Twitter continua sendo a fonte e o melhor meio para se divulgar os fatos imediatos. Já o Facebook, mesmo sendo mais complexo e com mais usuários pelo mundo inteiro, nunca foi um bom lugar pra quem gosta de saber de tudo que acontece no momento, ou seja, parece que o Jornalismo nasceu para o Twitter e o Facebook sempre foi uma rede social de fato, mas a rede criada por Zuckerberg vem mostrando seu potencial para o jornalismo.

Potencialidades

Fan pages: As páginas podem ser uma boa alternativa para explorar, tanto informações como possíveis fontes, e o cultivo e o estreitamento dos laços (fracos por natureza no Twitter) pode garantir informações de primeira mão. O jornalista que souber dominar os recursos das páginas, também pode se aproveitar delas como mini-comunidades onde os usuários comuns podem colaborar com a notícia independentemente da localização geográfica. 

Compartilhamento: Não é novidade nenhuma que as mídias sociais mudaram o jeito como consumimos notícia. Mas o Facebook em especial fez da notícia algo bem mais íntimo, muito mais pessoal que faz da informação um fator de sociabilidade dentro da rede. E o jornalista pode aproveitar esse potencial a seu favor, tornando-se até referência em sua área.

Conversações: Cada vez mais veículos tem se utilizado do Facebook como plataforma de divulgação de notícias, é nessas horas que o editor de conteúdo tem que virar um verdadeiro community manager, ou seja, tem que lembrar que a conversa só pode ser controlada até um certo ponto, o ponto em que o público comanda a conversa em torno das informações divulgadas.


O Facebook tem claramente tentado atrair a atenção dos jornalistas. Primeiramente criou uma página exclusiva para jornalistas com a finalidade de mostrar suas potencialidades para os profissionais. Em seguida contratou Vadim Lavrusik, ex-community manager do Mashable e professor de Jornalismo na Universidade de Columbia, é ele quem está por trás dessa aproximação entre Facebook e jornalistas que, até agora, tem dado bastante certo. Mas será que já estamos preparados? Opine sobre o que você vê na sua realidade, seja na universidade ou nas redações, quem sabe a discussão não vira outro post? ;)

Valeu a @annekarolines, a Facebook Girl, por me passar o link em que me baseei pra escrever este post.

Ah, ainda a tempo, vale a conferida no post da @anabrambilla: "Facebook: a maior empresa jornalística da história?"